segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Receita libera nesta segunda-feira consulta ao 3º lote de restituição do IR

A Receita Federal libera nesta segunda-feira (8) às 9h a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física 2011. Também será liberada consulta a lotes residuais do Imposto de Renda de 2010, 2009 e 2008. Para saber se foi incluído nos lotes, o contribuinte deve acessar o site da Receita Federal ou ligar para o telefone 146.

No lote das declarações de 2011 (ano-base 2010), estão incluídos 1,8 milhão de contribuintes. A soma das restituições para esse público chega a R$ 1,7 bilhão.


O dinheiro será depositado na conta corrente indicada pelo contribuinte na segunda-feira da próxima semana (dia 15). A correção será de 3,92% para repor a inflação. A partir do depósito no banco, o dinheiro para de ser corrigido.


Lotes de outros anos também serão liberados

No lote das declarações de 2010 (ano-base 2009) estão incluídos 30.521 contribuintes. As restituições desse lote somam R$ 57.818.573,04, acrescidos de 14,07%, referentes à Selic de maio de 2010 a agosto de 2011.

Já no lote de 2009 (ano-base 2008) estão incluídos 19.122 contribuintes, que receberão um total de R$ 32.631.618,80. A taxa de correção é de 22,53%, referentes ao período de maio de 2009 a agosto de 2011.


Por fim, no lote das declarações de 2008 (ano-base 2007) estão incluídos 5.794 contribuintes, que receberão R$ 9.892.640,58, atualizados pela taxa de 34,60%, referente ao período de maio de 2008 a agosto de 2011.


Veja o que fazer se o dinheiro não for depositado

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá pedi-la pela internet, por meio do preenchimento do Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Declaração IRPF.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá ir a qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento do BB cujos telefones são 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (deficientes auditivos), para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.


(Com informações do InfoMoney)


Fonte: UOL

Líder e com próprio recorde de invencibilidade quebrado, título entra no discurso do Fla

O Flamengo venceu o Coritiba por 1 a 0, no último sábado, no Engenhão. O time de Vanderlei Luxemburgo dormiu líder do Campeonato Brasileiro e assistiu ao Corinthians empatar com o Atlético-PR em 1 a 1, na Arena da Baixada, para se consolidar no topo da tabela, com 33 pontos. Mesmo com o time paulista tendo um jogo a menos, o otimismo já é percebido entre torcedores e alguns jogadores rubro-negros.

Além da boa campanha, um dado contribui para a empolgação. Isso porque, o Flamengo chegou à 15ª rodada do Campeonato Brasileiro invicto, quebrando o seu próprio recorde na competição. Em 1974, o time ficou 14 jogos sem perder. Agora, são nove triunfos e seis empates. O lateral Léo Moura destacou que a manutenção da boa campanha levará o Flamengo ao título brasileiro.


“A vitória sobre o Coritiba foi muito merecida. O time lutou até o final. Temos que melhorar, mas se continuarmos nessa batida dificilmente o Flamengo não bate campeão”, afirmou.


Mais tímido, o técnico Vanderlei Luxemburgo não analisa apenas a liderança do Campeonato Brasileiro para traçar projeções. Porém, deixa claro que o percentual de pontos conquistado pelo Flamengo equivale a um postulante ao título.


"O importante é fazer a nossa parte. Estamos com um percentual fantástico, de time que quer chegar. Agora temos que passar a responsabilidade para o adversário. O Corinthians vai encontrar dificuldades, mas o nosso dever é manter o percentual alto. Vamos seguindo o nosso caminho", comentou.


Depois da vitória sobre o Coritiba, o time volta suas atenções para outro adversário paranaense. Na quarta-feira, o duelo será contra o Atlético-PR, às 21h50, no Engenhão, pela Copa Sul-Americana. O elenco rubro-negro se reapresenta nesta segunda-feira, no CT Ninho do Urubu, em Vargem Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro, quando Vanderlei Luxemburgo irá divulgar a relação de jogadores para a competição.


Fonte: UOL

domingo, 7 de agosto de 2011

Domingo, 7 de Agosto - 19º Domingo do Tempo Comum

Evangelho (Mateus 14,22-33)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!


Depois da multiplicação dos pães,
22Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões.
23
Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho.
24
A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário.
25
Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar.
26
Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo.
27
Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!”
28
Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água”.
29
E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!”
31
Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?”
32
Assim que subiram no barco, o vento se acalmou.
33
Os que estavam no barco prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sábado, 6 de agosto de 2011

Pensar no sacerdote é pensar em alguém frágil

Não foi difícil para os discípulos, que estavam no meio do povo e que escutavam a cada momento os comentários sobre a Pessoa de Jesus, dar uma resposta: alguns afirmavam que Cristo era Jeremias; outros que era Elias; para outros Ele era Moisés; e para outros, algum dos profetas.
Mas, lendo o Evangelho com maior atenção, podemos perceber que havia quem considerasse Jesus um bom “aproveitador da vida”, a ponto de ser definido como “comilão e beberrão”, e para outros, ainda uma autêntica encarnação do diabo – motivo pelo qual expulsava os demônios com a força do mesmo príncipe dos demônios, segundo eles. Quem sabe a mais clara manifestação do sofrimento de Jesus seja dada pela Sua mesma confissão: “Nenhum profeta é aceito na sua pátria, e vocês me podem dizer: médico, cura-te a ti mesmo”. A Pessoa de Jesus se coloca na nossa frente como modelo de todo o agir para qualquer um, mas especialmente para os sacerdotes.
Pensar no sacerdote é pensar em alguém frágil, pecador, carregado de tantos defeitos e limitações, mas que, um dia, não só por sua decisão própria de querer seguir o Cristo, mas por vontade da mesma Igreja que discerniu a sua vocação por meio de tantos anos de caminhada, foi “consagrado sacerdote”. Quer dizer, foi chamado e considerado apto para ser no mundo uma presença viva de Jesus, um “outro Cristo” e recebeu como missão fazer de sua vida uma transparência de amor e revestir todos os seus atos de carinho, de perdão e de misericórdia em favor de todos os que necessitam de Jesus.
Nenhum padre poderá esquecer o dia em que se prostrou diante do altar e foi, pelo ministério episcopal, ordenado sacerdote, quando publicamente assumiu continuar a memória de Jesus pela celebração do Mistério Eucarístico. A ele foi dada a mesma ordem que o Cristo deu naquela noite da Última Ceia: “Fazei isto em minha memória”.
O sacerdote não se ordena a si mesmo, não chama a si mesmo, não escolhe a si mesmo, mas é chamado e escolhido. E toda escolha não é outra realidade senão um gesto de amor que não tem explicação humana, é um ato de amor que só o amor pode explicar.
Ser sacerdote é ter a consciência de que um dia fomos chamados do meio do povo, consagrados e devolvidos ao serviço do povo. Agir na Pessoa de Cristo exige constante esforço de se despir de todos os pecados e limitações para que a beleza e a grandeza de Jesus possa resplandecer em toda a sua luz.
Quem és tu, sacerdote? Alguém que, um dia, pela graça de Deus, foste chamado a seguir os passos de Jesus, foste seduzido pelo serviço apostólico, profético, percebeste que o anúncio do Evangelho era o teu único desejo, de servir o povo no desinteresse e na caridade era o teu sonho, que se colocar na escuta do grito de tantos irmãos esmagados, sofridos pela injustiça e pelo pecado era o teu único desejo, e por isso aceitaste com alegria ser “sacerdote”, deixando atrás de ti sonhos humanos, desejos.
Não te apavore se nestes últimos tempos, por todos os lados, tentam deformar, denegrir, sujar a imagem do sacerdócio. Em tempo de crise devemos viver com maior intensidade os valores da vida sacerdotal. A consagração sacerdotal não elimina a sedução do pecado nem nos vacina contra as tentações que experimentamos no dia a dia.
Nenhuma falta de um irmão poderá romper e destruir a beleza do sacerdócio. O coração de Jesus é tão grande que compreende todos os pecados e perdoa todas as faltas, é na misericórdia e no amor que se reconstroem as vidas. O ouro nunca deixará de se encontrar debaixo da terra, mas sempre ele terá o seu brilho.

Frei Patrício Sciadini

Leigos (as): discípulos(as) missionários(as)

"Os cristãos leigos são homens e mulheres da Igreja no coração do mundo, homens e mulheres do mundo no coração da Igreja” (DA 210.).
João Paulo II dizia-nos “a Evangelização do Continente não pode realizar-se hoje sem a colaboração dos fiéis leigos” (EAM 44).
Celebraremos em todas as comunidades agosto como mês das vocações. A primeira semana é dedicada à vocação sacerdotal, a segunda à família, a terceira aos religiosos(as), a quarta semana  aos cristãos leigos e leigas. Será um momento especial de ação de graças por muito trabalho realizado e proposta  a todos para que sejam discípulos missionários.
O Documento de Aparecida retoma e reafirma as posições do Concílio Vaticano II de que os leigos são membros efetivos do povo de Deus e são Igreja. Duas são as dimensões da vocação laical. Primeiramente, os leigos são chamados a exercer diversas ações na comunidade eclesial e em diferentes formas de apostolado. Devem dar seu testemunho de vida e assumir diversos ministérios e serviços na evangelização, na catequese, na animação de comunidades, na liturgia, dentre outros (Cf. DA 211). A outra dimensão é a de atuar no mundo, “a vinha do Senhor”, com a tarefa de ser fermento, sal e luz seja pelo testemunho seja pela ação transformadora na construção da sociedade justa e solidária, conforme os critérios evangélicos. Essa missão específica deve ser vivenciada pelos leigos na política, na realidade social, na economia, nos meios de comunicação, nos sindicatos, no mundo do trabalho urbano e rural, na cultura, na família e em tantas outras realidades (Cf EN 70 e DA 210).
Para realizar sua missão, com competência e responsabilidade, os leigos “necessitam de sólida formação doutrinal, pastoral, espiritual e adequado acompanhamento para darem testemunho de Jesus Cristo e dos valores do Reino na vida social, econômica, política e cultural” (DA 212).
O protagonismo dos leigos está presente na caminhada da Igreja por itermédio de todos os seus fiéis e de suas lideranças que promovem e levam à frente a tarefa da evangelização sempre em união com seus pastores.
Para contribuir nesse processo a CNBB possui uma Comissão Episcopal para o Laicato que tem como função, na Igreja do Brasil, promover a vocação e missão, formação e espiritualidade dos leigos, bem como sua organização e atuação na Igreja e na sociedade. Fazem parte da Comissão Episcopal do Laicato os Setores Leigos, Juventude,  CEBs, CNLB (Conselho Nacional dos leigos do Brasil) e todos os movimentos eclesiais. A Comissão tem relação de comunhão com o CNLB - Conselho Nacional do Laicato do Brasil e com os Movimentos e Associações Laicais. O CNLB congrega os Conselhos Regionais, movimentos, associações laicais, pastorais e outros organismos de leigos. Os CNLBs regionais e diocesanos são importantes, pois articulam os leigos em toda a tarefa da evangelização. São expressões vivas e dinâmicas da presença e da força dos leigos nas comunidades.
Ao celebrar as vocações dos cristãos leigos e leigas queremos expressar nossa mais profunda gratidão por tantos homens e mulheres que, vivendo sua fé, testemunham seu amor a Jesus Cristo e à Igreja, na dedicação de seu tempo a serviço dos demais irmãos. Deus abençoe tantas iniciativas de transformação social e presença evangelizadora nas comunidades, paróquias, dioceses e na sociedade. O Documento de Aparecida, ao apresentar a vocação dos leigos (n. 210), afirma “os fiéis leigos e leigas, discípulos e missionários, são luz do mundo”. Sim, discípulos missionários. Sempre aprendendo como discípulos e missionários porque comunicando o amor de Deus aos irmãos para construir juntos um mundo mais justo e fraterno.
Vamos agradecer a Deus a tantos leigos e leigas, catequistas, dizimistas, lideranças que estão em nossas pastorais, nos organismos, nos movimentos, nas CEBs, nas pastorais da juventude e nos movimentos juvenis construindo o Reino de Deus e buscando uma nova sociedade. Sempre precisamos de “muitos leigos e leigas no coração do mundo e muitas leigas e leigos  no coração da Igreja”.

Dom José Luiz Bertanha
Bispo de Registro - SP

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Em retiro

Só comunicando que neste final de semana o blog vai dar uma paradinha rápida, pois estarei em retiro.

A gratuidade

Muitas pessoas retornam de férias. Muita gente deixou de olhar para o relógio, tantos passearam ou passaram longas horas de descanso olhando para o mar ou nossos rios. As praias encheram de encanto nossos olhos. Água, sol, mar, esporte e lazer. As experiências mais agradáveis foram aquelas que não custaram dinheiro, como o gostinho de “jogar conversa fora”, ou a alegria de conhecer gente nova, de graça! Não foram poucas as descobertas, feitas de olhares luminosos, por meio das quais homens e mulheres, de um modo sadio, entenderam que pode brotar um bonito sentimento de amor mútuo. Quantas famílias nasceram de passeios de férias!

Entretanto, pode acontecer que muitos não voltem às suas lides com tanta tranquilidade. Se as férias foram feitas de vícios – e quanto custam! – ou de abusos desenfreados, não virá à tona o sorriso generoso de algumas crianças que me cumprimentaram recentemente, voltando de uma viagem feita com os pais. Abraços e histórias se misturavam, a ponto de uma pessoa estrangeira, que nos visitava, ficar edificada com a liberdade da meninada com o Arcebispo de Belém. A bonita algazarra ficou gravada em minha memória. Eram sorrisos felizes e gratuitos!

Quando os apóstolos se viram em apuros diante da multidão faminta (Cf. Mt 14, 13-21; Mt 15, 32-39; Mc 6, 33-44; Mc 8, 1-8; Lc 9, 10-17; Jo 6, 1-13), foi muito pouco o que tinham a oferecer: poucos pães e poucos peixes. O Evangelho de São João ainda diz que foi um menino a colocar à disposição uma oferta aparentemente tão insignificante. E pensar que as mulheres e crianças nem foram contadas no cálculo dos comensais! E menino dá de graça pão, peixe, sorriso, perdão e brilho nos olhos. Foi de graça que Jesus encheu-se de compaixão da multidão, curou suas enfermidades, anunciou-lhes a Boa Nova. E quando a criança lhe deu de graça pães e peixes, estes se multiplicaram, quando os discípulos, atônitos, viam o milagre passar pelas próprias mãos.

É de graça que a terra oferece dadivosa e generosa o alimento aos seres humanos. O milagre continua a acontecer, uma geração após a outra. Há períodos no ano em que se multiplicam entre nós açaí, peixe, camarão, farinha! Se estamos muito acostumados a ver estas maravilhas, é bom notar que se pode explicar diretinho “como” tudo isso acontece na terra ou na água, mas quem ordena à natureza manter este ritmo com uma regularidade tão incrível? O porquê está lá no alto, generoso e gratuito.

A multiplicação extraordinária dos pães e dos peixes, realizada por Jesus, é contata nos Evangelhos para ajudar-nos a operar muitas multiplicações no cotidiano. Há pouco tempo, um programa de televisão retratava o doloroso tema do desperdício. De fato, como podemos acusar Deus e não fornecer alimento para as multidões famintas, quando nossa geração joga fora comida? Pode parecer simplista, mas existe a solução: melhor distribuição, maior solidariedade e partilha! É a multiplicação acontecendo na gratuidade que brota da conversão.

Os quatro evangelistas descrevem a multiplicação de pães, o que não acontece com todos os milagres! Deve haver um sentido para tal insistência. E tamanha é a riqueza da narrativa que foi profecia e antecipação de outra multiplicação. Até as expressões são semelhantes: tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção de ação de graças, partiu os pães e os deu aos discípulos; e os discípulos os distribuíram às multidões. A maior multiplicação acontece quando Jesus dá Seu Corpo e Seu Sangue na Eucaristia, de graça, para a vida do mundo. Por isso as mais antigas representações pictóricas da Eucaristia nos mostram um cesto de pães e dois peixes, como no mosaico descoberto em Tabga, na Terra Santa, ou na Catacumba de Priscila, em Roma.

Como “todos comeram e ficaram saciados, e dos pedaços que sobraram recolheram ainda doze cestos cheios” (Cf. Mt, 14, 20),  recebendo a Palavra, a partilha dos bens e a Eucaristia, reste-nos a responsabilidade de compartilhar com outras pessoas o que vivemos, a modo de missionários, de graça!

Dom Alberto Taveira Corrêa