quarta-feira, 17 de março de 2010

Sobraram vagas do SiSU

O Ministério da Educação (MEC) divulgou um balanço nesta quarta-feira (17) em que mostra que cerca de 7 mil vagas - cerca de 15% do total de 47,9 mil - sobraram após a seleção feita pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU) das vagas de instituições de ensino superior do país. De acordo com o órgão, a maioria dessas vagas é destinada a políticas de ações afirmativas ou para preenchimento no segundo semestre.
Segundo o órgão, 40.789 estudantes se matricularam até o final das etapas de seleção -incluída, aí, a feita com base na lista de espera - nas 51 instituições. De acordo com a secretária de Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari, não haverá ociosidade.
"Das quase 7 mil vagas disponíveis, temos uma lista de 136 mil confirmados na espera", afirmou. Com base na lista de espera já feita pelo SiSU, cada universidade vai montar sua própria lista. Ou seja, não haverá uma nova listagem no sistema - cada instituição terá autonomia para chamar os alunos que quiser.
Maria Paula disse que espera que, até o final da próxima semana, 95% das vagas estejam preenchidas.
Estes alunos, no entanto, podem entrar na instituição após o início das aulas. A secretária disse que não haverá prejuízo para eles. "Algumas universidades ainda vão iniciar [aulas]. Algumas das vagas não preenchidas se referem ao segundo semestre. Em alguns casos, nas quais teve início de aulas, há planos de estudos para todos os alunos. Nenhum será prejudicado", disse.
De acordo com o MEC, houve, aproximadamente, 800 mil inscritos no SiSU. Cerca de 2,5 milhões prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2009.

globo.com

Programa especial sobre a vida de Mons. Tércio na TV Universitária de Natal

Dia 25 de março, na TV Universitária, será apresentado o programa Memória Viva com o Monsenhor Ausônio Tércio de Araújo. Ele gravou o programa hoje, nos estúdios da TV-U, no campus central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Mons. Tércio foi entrevistado pelo jornalista Aluísio Lacerda, ex-aluno, e pelos professores Laércio Segundo de Oliveira (também ex-aluno) e Tarcísio Gurgel, colega de magistério do entrevistado na UFRN.
Na entrevista, Mons. Tércio fala sobre os seus 50 anos de sacerdócio, recém-completados, as suas atividades como educador e os quase 45 anos de vida dedicados à comunicação através da Rádio Rural de Caicó, onde atuou como diretor e apresentador do programa Conversando Sobre Deus, que permanece no ar e é apresentado às terças e sextas-feiras.
Como educador, Mons. Tércio foi o responsável pela formação de várias gerações de seridoenses no Colégio Diocesano Seridoense, na escola pública e na Universidade.
Na Rádio Rural, estimulou debates e promoveu campanhas pelo desenvolvimento do Seridó, região onde nasceu e dedicou toda a sua vida sacerdotal, e também enfrentou as agruras da ditadura militar e os seus censores.
Além da apresentação no dia 25 de março, o Memória Viva será reprisado no domingo seguinte na TV Universitária.

terça-feira, 16 de março de 2010

RN e CE terão marco regulatório para aquíferos da Chapada do Apodi

O Rio Grande do Norte e o Ceará terão um marco regulatório a fim de garantir o uso sustentável da água subterrânea dos aqüíferos da Chapada do Apodi. Nesta quarta-feira (13), às 9h, no auditório da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), em Natal, a Comissão Técnica de Acompanhamento e Fiscalização dos Recursos Hídricos Subterrâneos dos aqüíferos da Chapada do Apodi reúne-se para discutir a questão. Os trabalhos serão dirigidos pelos técnicos da Agência Nacional de Águas (ANA), com participação de pesquisadores e profissionais que lidam com água subterrânea no Estado do Ceará.

O propósito da reunião, que acontece mensalmente em diferentes cidades, é discutir o resultado dos estudos desenvolvidos por um consórcio de duas empresas (Projetecne e Techne). Os dados são coletados no aqüífero, comum ao Rio Grande do Norte e Ceará, que irão subsidiar o Marco Regulatório. O projeto do Programa Nacional de Desenvolvimento dos Recursos Hídricos (Proágua Nacional), financiado pelo Banco Mundial, é considerado experiência piloto por envolver dois estados brasileiros que compartilham águas subterrâneas comuns aos solos potiguar e cearense.

Os aqüíferos da capada do Apodi são denominados Açu e Jandaíra, alvos da avaliação de reservas para evitar a exploração excessiva, capaz de prejudicar os dois estados. O aqüífero Açu abastece o Rio Grande do Norte através de poços, parte de Mossoró, Areia Branca, Grossos, Tibau e Governador Dix Sept Rosado. Já o Jandaíra é utilizado na irrigação de plantas frutíferas, principalmente em Baraúna e também na fruticultura do Ceará, especialmente nos municípios de Limoeiro do Norte, Russas e Alto Santo.
 
Tribuna do Norte

Concurso Público na para prefeitura de São Fernando

Mais uma prefeitura no Seridó abre concurso público, desta fez é a do municípios de São Fernando. O prefeito de São Fernando, Genilson Maia anunciou que a Prefeitura Municipal de São Fernando vai realizar concurso público, com aproximadamente 33 vagas, sendo 10 de nível superior.
Também haverá vagas para nível médio e fundamental, com cargos de Agente de endemias, assistente administrativo, tratorista, pedreiros, motorista, entre outros.
As inscrições estarão abertas de 22 de março a 09 de abril.
As provas serão realizadas no dia 02 de maio. Os interessados deverão procurar a Secretaria de Administração do município. A prefeitura vai divulgar também o site para inscrições via Internet. Mais detalhes, na edição deste sábado do Jornal Correio do Seridó.
Correio do Seridó

Escolas estaduais de Caicó serão vistoriadas pelo ministério público.

A promotora Fladja Raiane Soares de Souza fará uma apuração, através inquérito nº 001/2010, do descaso físico sofrido por escolas estaduais de Caicó, durante a gestão de Wilma de Faria (PSB). O Ministério Público verificará in loco a situação de precariedade vivida pelo Centro Educacional José Augusto (CEJA), Antônio Aladim, Senador Guerra, Edmundo Kargere e Joaquim Apolinar.

Chove na maioria dos municípios do estado

Apesar da grande expectativa dos agricultores para o próximo dia 19 de março, dia de São José, data que eles consideram como termômetro para saber se o inverno será bom ou ruim, os pluviômetros da Emparn já registram chuvas em 27 municípios do estado.
Das 7:00 horas da última sexta-feira (12) até às 7:00 horas de hoje (15) choveu em todas as mesorregiões do Estado. A maior precipitação foi registrada no município de São Fernando, na Região Central, com 31 milímetros, seguido de Caicó, Baía Formosa e Pedro Velho, com 18 milímetros cada.
A expectativa dos meteorologistas da Emparn é que com o início da temporada de chuvas (mesmo com o a previsão de um inverno abaixo da média), a temperatura diminua, deixando a sensação térmica mais agradável.

domingo, 14 de março de 2010

Dicas de português, uso do acento grave (crase)

Licença, majestade?

Ninguém segura. A campanha eleitoral ganhou ruas e palanques. Dilma, Serra, Aécio, Ciro & cia. fazem e acontecem para aparecer. Vale tudo. Sorrisos, abraços e beijinhos viram chavão. Só perdem pra criancinha no colo. Dilma abusou. Inaugurou hospital construído sem um níquel do governo federal. Serra foi além. Inaugurou maquete de ponte.

Pra ficar bem na foto, os candidatos contratam marqueteiros. Fantasiam-se de bonzinhos, trabalhadores e competentes. Ensaiam o discurso. Esbanjam próclises e mesóclises. Acertam formas rizotônicas e arrizotônicas. Sobretudo evitam o eu. O pronomezinho dá a impressão de arrogância. Rouba votos. A saída? Pedir socorro ao plural de modéstia. Ou, se preferir outro nome, plural majestático. Em vez do eu, eles usam nós.

"Nós somos experiente. Construiremos a ponte", disse Serra diante da maquete. "Nós não somos excludente. Governaremos para todos", jurou Dilma. "Nosso governo construiu o Centro Administrativo", lembrou Aécio Neves. "Quem criou o Bolsa Família foi nossa equipe", frisou FHC. Viu? É tudo mentirinha. O nós continua eu. Por isso o apelo para a falsa modéstia impõe regras. O verbo vai para o plural. Mas adjetivos e substantivos não.

Se deixassem a majestade pra lá, os candidatos conjugariam o verbo assumir. "Eu sou experiente. Construirei a ponte", diria Serra. "Eu não sou excludente. Governarei para todos", juraria Dilma. "Meu governo construiu o Centro Administrativo", lembraria Aécio. "Quem criou o Bolsa Família foi minha equipe", frisaria FHC.

Moral da opereta: na campanha, os candidatos se embalam para presente. A língua também.

Sei que a crase não foi feita pra humilhar ninguém. Mas causa estragos. Há alguma dica para acertar sempre?

Ufa! A crase dá nós nos miolos. Como desatá-los? É fácil como andar pra frente. Siga o roteiro:

Primeiro passo: Desvendar o segredo do acentinho

Crase é como aliança no anular esquerdo. Avisa que estamos diante de ilustre senhora casada. A preposição a se encontra com outro a. Pode ser artigo ou pronome demonstrativo. Os dois se olham. O coração estremece. Aí, não dá outra. Juntam os trapinhos e viram um único ser.

Segundo passo: Descobrir se existem dois aa

Para que a duplinha tenha vez, impõem-se duas condições. Uma: estar diante de uma palavra feminina. A outra: estar diante de um verbo, adjetivo ou advérbio que peçam a preposição a: Vou à piscina da Água Mineral.

O verbo ir pede a preposição a (quem vai vai a algum lugar). O substantivo piscina adora o artigo (a piscina da Água Mineral fica na Asa Norte).Resultado: a + a = à

Terceiro passo: Apele para o macete

Na dúvida, recorra ao tira-teima. Substitua a palavra feminina por uma masculina. (Não precisa ser sinônima.) Se no troca-troca der ao, não duvide. É crase na certa:

Vou à piscina. (Vou ao clube.)

João é fiel à namorada. (João é fiel ao amigo.)

Relativamente à questão, nada posso fazer. (Relativamente ao problema, nada posso fazer.)

Vale a pergunta: Se é tão simples, por que tantos tombam tanto? Acredite. A resposta está no artigo. Nossa dificuldade não reside na preposição, mas no saber se aparece artigo ou não

Troca-troca

Gilmar Mendes deixa a presidência do STF. Cezar Peluso o substituirá. Vale a questão: Peluzo sucederá Gilmar ou sucederá a Gilmar? No sentido de substituir, entrar em lugar de outro, o verbo é transitivo indireto. Exige a preposição a: Peluso sucederá a Gilmar. O filho sucedeu ao pai. A noite sucede ao dia.

É assim

Subsídio se pronuncia como subsolo. Guido Mantega não sabe disso.



Diário de Natal