sábado, 26 de novembro de 2011

Vestibular 2012 da UFRN começa neste domingo com mais de 30 mil inscritos

A partir deste domingo, 27, tem início as provas para o vestibular 2012 da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Mais de 30 mil candidatos concorrem as 6.209 vagas oferecidas pela Instituição, distribuídas nos campi de Natal, Currais Novos, Mossoró, Caicó e Santa Cruz. O curso de Medicina será mais uma vez o mais concorrido, com 38,3 candidatos por vaga, seguido dos cursos de Psicologia, com concorrência de 17,36; Engenharia Civil, com 12,62, e Arquitetura e Urbanismo, que tem 11,80 candidatos por vaga. As provas serão realizadas entre os dias 27 e 29 a partir das 8h, com duração de 4 horas e 30 minutos. Para os candidatos com necessidades especiais, o tempo para realização das provas é maior; 5 horas e 30 minutos. No primeiro dia, serão aplicadas as provas de Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias (Física, Química, Biologia e Matemática), além de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (Língua Estrangeira). No segundo dia do Vestibular 2012, além da Redação, serão aplicadas as provas de Linguagens e Ciências Humanas, distribuídas nas disciplinas de Português, Literatura, História e Geografia. Já as do terceiro e último dia, acontecem as provas discursivas específicas de cada área.
Serão utilizados 54 prédios para a aplicação das provas, onde atuarão 3 mil e 200 fiscais do processo seletivo. Além deles, trabalharão no Vestibular 2012 da UFRN um total de 123 coordenadores e auxiliares, 193 pessoas para o apoio e 110 seguranças. Para a presidente da Comissão Permanente do Vestibular (COMPERVE), Magda Maria Pinheiro de Melo, a recomendação é voltada para os estudantes nos dias que antecedem as provas. “É recomendado aos candidatos que visitem com antecedência os prédios onde vão fazer as provas, o que pode evitar transtornos, como atraso no dia do Vestibular”, alertou, lembrando que os portões dos prédios serão fechados às 8h, em ponto. Magda Melo falou ainda que os alunos precisam levar os documentos de identificação aceitos no processo seletivo, para não correrem o risco de não fazer as provas. “Muitos alunos levam carteira de estudante pensando que serve como documento oficial, mas não é aceito. Apenas a carteira de identidade e carteira de motorista, com foto, servem como identificação para o Vestibular”, finalizou.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Barrichello sofre "bullying" de mais novos, mas refuta parar no quintal de casa

Os cabelos estão escassos. A estreia na Fórmula 1 aconteceu há 19 anos. E ele ainda pode fazer sua última corrida na categoria no próximo domingo justamente no local que é praticamente o quintal da casa de seus avós na Zona Sul de São Paulo. Pode parecer pouco, mas essas informações bastaram para que Rubens Barrichello virasse alvo de "bullying" na entrevista coletiva oficial do GP Brasil.

Na quinta-feira, Bruno Senna e Felipe Massa não pouparam as brincadeiras com a idade de Barrichello. "Ele tinha bastante cabelo naquela época", se intrometeu Massa quando Rubinho respondia uma pergunta sobre sua primeira corrida do veterano em 1993.


Depois foi a vez do caçula Bruno Senna também responder a uma brincadeira de Rubinho: "Bem, veremos quando eu chegar na sua idade", respondeu Bruno a Barrichello quando o mais experiente brincou ao falar que o sobrinho de Ayrton Senna estava com boa aparência no filme sobre o tio.


Barrichello estreou em 1993 na Fórmula 1. Nesse período, 13 pilotos brasileiros entraram e saíram da categoria. E só Felipe Massa e Bruno Senna estarão no grid no domingo.


Em meio às brincadeiras, Barrichello corre sem aspirar grandes resultados, pelos resultados ruins que o carro da Williams apresentou desde o início da temporada. Neste ano ele pontuou em apenas duas corridas, em Mônaco e no Canadá, ambos com o nono lugar, somando o total de quatro pontos, enquanto o companheiro Pastor Maldonado somou apenas um tento.


O piloto é recordista de provas disputadas, se preparando para a sua 326ª corrida da carreira. Ele ainda não tem um contrato para 2012, quando pode completar duas décadas na F-1. E se nega a fazer uma despedida em Interlagos, local de amor e ódio nesses últimos 19 anos.


Barrichello viveu de tudo nas 19 provas disputadas no autódromo brasileiro, com direito a três pole positions, corridas destacadas com carros medianos, um pódio com a Ferrari e o impressionante número de 11 abandonos, sendo dois quando ele liderava e se não fossem as quebras tinha boas chances de conseguir o que nunca alcançou na pista: a vitória.


"Acho que seria triste eu estar preocupado com o meu futuro. Eu tive 19 amáveis temporadas, você pode ver o quanto desejo ao Bruno todo o sucesso no futuro, ele está tendo seu segundo ano, um e meio mais precisamente, trabalhando duro para ficar. Eu estive aqui por 19 temporadas, tenho feito isso por muito tempo e ainda tenho muita disposição, então me sinto bem. Não estou pedindo favor a ninguém", afirma Barrichello.


Enquanto ainda há indefinição sobre seu futuro, Barrichello recebe apoio para permanecer até de quem não se esperava tanto, como o alemão Michael Schumacher, apontado como um desafeto de Rubinho após o período de dupla na Ferrari.


"Cruzo meus dedos para que não importe só o dinheiro e sim a qualidade, pois ele [Barrichello] deveria ter um lugar no ano que vem", afirmou Michael Schumacher sobre a situação do piloto que foi seu vice-campeão duas vezes.


Fonte: UOL

Brasil poupa titulares e sofre para vencer a lanterna China na Copa do Mundo de vôlei

Depois de uma vitória arrasadora contra a Rússia na quinta-feira, a seleção brasileira masculina teve dificuldades para vencer a China na Copa do Mundo de vôlei no Japão por 3 sets a 2 (23-25, 25-10, 25-18, 19-25, 15-8) na madrugada desta sexta-feira. Com o resultado, a equipe verde e amarela soma apenas dois pontos, enquanto a China, que venceu seus dois primeiros sets no torneio, garantiu seu primeiro ponto no Japão, já que vitória em jogo de cinco sets garante dois pontos ao time vencedor e um ao perdedor pelo regulamente da competição.

Para o jogo desta sexta-feira, o técnico Bernardinho resolveu dar folga aos seus principais jogadores, apenas Murilo e Escadinha foram mantidos na equipe e o Brasil foi para quadra com a seguinte formação: Bruninho, Theo, Rodrigão, Gustavo, João Paulo Bravo, Murilo e o líbero Escadinha.


A partida começou com as duas equipes trocando bolas e se revezando na liderança do placar, porém depois da primeira parada técnica, a China aproveitou a desatenção dos brasileiros e abriu três pontos de vantagem (12 a 9), obrigando Bernardinho parar o jogo.


Porém, o tempo técnico pedido pelo treinador brasileiro foi insuficiente para acordar a equipe brasileira que permitiu que os chineses aumentassem a vantagem e os rivais asiáticos chegaram a segunda parada técnica com cinco pontos de frente no marcador (16 a 11). No final do set, o Brasil ainda tentou buscar a virada, diminuiu a vantagem do adversário para dois pontos (22 a 20), mas já era tarde e a China venceu o set por 25 a 23.


Depois da derrota na primeira parcial, o Brasil voltou ligado para o 2º set e abriu três pontos de vantagem logo no início. A seleção brasileira manteve o ritmo forte chegou ao primeiro tempo técnico vencendo por 8 a 2 e controlou o jogo até fechar o set em 25 a 10, em um ponto de saque do levantador Marlon, que entrou durante a inversão 5-1.


O equilíbrio marcou o início do 3º set, mas o Brasil conseguiu abrir uma boa vantagem após o primeiro tempo técnico: 14 a 9. A China esboçou uma reação, mas o time de Bernardinho soube controlar e fechou o set novamente com um ace de Marlon em 25 a 18.


O 4º set também começou muito equilibrado, com nenhuma das equipes conseguindo abrir no placar, mas o Brasil voltou a sofrer um “apagão” e China abriu 16 a 12. A equipe brasileira não conseguiu igualar o marcador e ainda viu a China aumentar a vantagem para 22 a 17. Os chineses venceram por 25 a 19, garantiram o tie-break e o primeiro ponto da equipe na competição.


Para o set de desempate, Bernardinho mudou a equipe e colocou Lucão em quadra no lugar de Gustavo, enquanto que Wallace substitui Theo. As mudanças deram resultados e o time entrou ligado para evitar uma possível decepcionante derrota. A seleção brasileira abriu logo 4 a 1 e ainda aumentou a vantagem para 7 a 2, encaminhando a vitória. Sem dificuldades, o Brasil fechou o set por 15 a 8, em um bloqueio de Lucão, e o jogo em 3 sets a 2.


Apesar da vitória, o Brasil perdeu a liderança da competição. O time comandado por Bernardinho soma 12 pontos, a mesma pontuação que Rússia, que leva vantagens nos critérios de desempate. As duas seleções podem ser ultrapassadas pela Polônia, que ainda joga na rodada desta sexta-feira da Copa do Mundo.


A partida contra a China foi a última do Brasil em Kumamoto. Agora, para a disputa da terceira fase do torneio, a seleção brasileira segue para Hamamatsu, onde enfrentará Argentina, Cuba e Sérvia.


Fonte: UOL

Mudança de ano

Na Festa de Cristo Rei, quando Jesus é proclamado Rei do universo, normalmente no mês de novembro, terminamos o Ano Litúrgico. O domingo seguinte é o primeiro do Advento, de preparação para o Natal. Portanto, iniciando novo tempo, um novo ano, que começa com a preparação e o nascimento de Jesus Cristo.

Todo final de ano é oportunidade de revisão, de analisar o passado com olhar de esperança, porque temos em vista um futuro a ser construído. Olhar principalmente as atitudes de negligência praticadas quando deveríamos agir com determinação na construção do bem e de um mundo mais digno e fraterno para todos, sem distinção de classe ou raça.

É hora de colocar a nossa confiança toda em Deus.

A história de cada pessoa vai tomando rumos que têm de ser trabalhados em diversas dimensões: social, religiosa, política, econômica, psicológica, entre outras. É um caminho de libertação, que só tem plena realização numa confiança plena em Cristo, que é Rei e Salvador do universo.

Jesus Cristo é o Pastor que cuida do rebanho, busca a ovelha que estiver perdida e a apascenta com carinho e justiça. O Senhor não tolera exploração de uma ovelha sobre a outra e as trata com respeito. Assim dever fazer todo aquele que está à frente de uma comunidade, de um povo, com o objetivo de prestar serviço.

No tratamento com as pessoas, duas palavras são determinantes e ajudam no relacionamento. Uma é a vigilância, a preocupação constante e o cuidado feito com responsabilidade por quem de direito. Outra é a insensatez, as práticas de irresponsabilidade, que desabonam a autenticidade de quem age.

Devemos entender que a justiça se confunde com a prática de amor ao próximo. Ela cria espaço de convivência e de relacionamento fraterno entre as pessoas, possibilitando um mundo melhor e um novo ano de vitórias. O reino de Jesus Cristo é de amor, de paz, de justiça e fraternidade. Aí não pode haver lugar para o egoísmo. Que o novo ano litúrgico seja de acolhida fraterna.


Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Crise na vocação sacerdotal não é culpa do celibato


O celibato, um carisma e um mistério a ser decifrado e decodificado, salienta o Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, Dom Pedro Brito Guimarães.

Para o Arcebispo de Palmas (TO), ser celibatário é uma graça que quando acolhida e vivida se multiplica. “Todo dom exige uma resposta, que eu chamaria de contra-dom. O melhor da graça é a ação de graça", destaca.

E em resposta às críticas quanto dizem que o celibato mais atrapalharia do que ajudaria a vida da Igreja, Dom Pedro reforça que existem outros fatores que contribuem para a crise das vocações sacerdotais e que atribuir tudo ao celibato é “desconhecer os outros mecanismos que fazem a cabeça das famílias e da juventude e movem a sociedade como um todo”.

Dom Pedro foi um dos palestrantes do Simpósio Nacional O dom do celibato na vida e na missão da Igreja*, concluido nesta quarta-feira, 23, na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Confira a entrevista exclusiva de Dom Pedro ao noticias.cancaonova.com.

noticias.cancaonova.com - Os ministérios ordenados e a vida consagrada possuem como característica marcante a vivência do dom do celibato. Que relevância esse assume no mundo contemporâneo?

Dom Pedro Brito Guimarães - O celibato é realmente uma característica marcante da vida e da missão do ministro ordenado e das pessoas de vida consagrada. O celibato é realmente um dom, um carisma e um mistério a ser decifrado e decodificado. Dom significa dizer que ele não me pertence, que me é dado, doado e por mim recebido gratuitamente. Dom nos remete a Deus, doador de todos os dons e bens da salvação.

Somente Deus tem um dom como este, tão absoluto e radical, para doar a quem Ele escolhe, para estar com Ele, e o enviar em missão. Ser celibatário é uma graça e uma vocação. Por isto só vive bem o celibato quem é agraciado com este dom, carisma, mistério e ministério.

No entanto, para o sacerdote ministerial é também uma norma canônica, enquanto que para as pessoas de vida consagrada é um voto, um dos três conselhos evangélicos. Isto faz a diferença do dom do celibato para o ministro ordenado e a pessoa de vida consagrada.

noticias.cancaonova.com - Há uma ideia propagada de que o celibato mais atrapalharia do que ajudaria a vida da Igreja, como no que diz respeito ao número de vocações e à vida afetivo-sexual dos consagrados. Nessa perspectiva, por que o celibato é defendido como um dom? Como ressaltar esse aspecto?

Dom Pedro - Não sei quem é o autor desta idéia. Sei apenas que ela é muito difusa e serve de pretexto e justificativa. Esta é uma tese que por si só não se sustenta. E onde o celibato não é obrigatório, o que justifica a carência de ministério ordenado? Existem outros fatores que contribuem em muito para a crise das vocações sacerdotais.

Certamente o celibato é um desses fatores. Mas não pode ser o bode expiatório. Não o único nem o maior e nem ainda o mais importante. A crise porque passam as vocações é uma crise de sentido da vida, de falta de doação, de espírito de serviço e vivência do evangelho. Atribuir tudo ao celibato é desconhecer os outros mecanismos que fazem a cabeça das famílias e da juventude e movem a sociedade como um todo. 

Confesso que gostaria de saber o porquê, assim eu iria atrás da solução. Em poucas palavras, a crise vocacional para o celibato é crise sócio-cultural e pró-existencial, trazida pela mudança de época. Acho que a chave está aqui.


noticias.cancaonova.com - No que diz respeito ao celibato, ele é um dom mas, ao mesmo tempo, algo que se aprende. Como os consagrados podem viver um processo de formação permanente neste sentido? De que forma a Igreja no Brasil trabalha ou pensa em trabalhar com essa temática?

Dom Pedro - Todo dom exige uma resposta, que eu chamaria de contra-dom. O melhor da graça é a ação de graça. O melhor do dom é a capacidade de pô-lo em prática e de vê-lo multiplicado. Cairia bem aqui uma reflexão sobre as parábolas dos talentos (Mt 25,14-30) e das moedas de prata (Lc 19,11-28). Tudo é aprendizagem. Somos todos aprendizes, na vida e na história, na Igreja e na sociedade, inclusive do celibato.

Ninguém nasce sabendo: se aprende a falar, falando, caminhar, caminhando, nadar, nadando... Com o celibato não é diferente. Nascemos celibatários, mas temos que a prender a ser e a viver o celibato. Aprendemos a ser celibatário sendo, vivendo, se formando, se informando, se doando, com e como Jesus e na sua escola.

O testemunho de pessoas sadias, santas, maduras, pró-existentes, equilibradas, realizadas, ajuda muito nesta escola vivencial. Mas requer também dedicação, curtição, investimento, empenho, estudo, formação da mente, do coração e da alma. 
 
Fonte: cancaonova.com

A superação de nossos problemas

Diante dos inesperados acontecimentos que surgem em nossas relações, aprendemos que, somente a partir deles, vamos crescer e amadurecer dentro de nossos relacionamentos.

É bom saber que crise alguma dura para sempre, tampouco é inédita. E para o nosso conforto, de alguma forma, sempre haverá perto de nós alguém que já tenha vivido uma história tão delicada quanto a nossa e, que tendo enfrentado situações semelhantes, apesar de toda dificuldade, naquele momento conseguiu encontrar soluções alternativas, fazendo dessa experiência uma lição de vida.

Assim, para aqueles que estão envoltos nos ventos das adversidades, fica a certeza de que também será possível vencê-las tomando como estímulo a história de superação de outras pessoas que passaram por provações. Isso não significa que os procedimentos que alguém tenha tomado para resolver um impasse seja exatamente o que precisaremos fazer.

As pessoas são diferentes, trazem hábitos e comportamentos próprios, dessa forma, aquelas atitudes que foram assumidas por outras pessoas poderão nos servir apenas como pistas para as alternativas que podemos optar diante do nosso problema. Contudo, conhecer outras histórias de superação nos enche da certeza de que também seremos capazes de vencer nossos obstáculos e dilemas que, por ora, enfrentamos nos desafios da nossa convivência.

Para essa retomada da esperança diante das adversidades, basta recobrar outros momentos de nossa história, quando, naquela ocasião, determinado problema nos parecia também não ter solução. Se as crises financeiras que atingiram alguns países os fizeram fortes após uma nova atitude e investidas para sair dos problemas; o mesmo acontece em nossas vidas, quando nos colocamos dispostos a viver o resgate dos laços dos nossos relacionamentos.

Lembremo-nos de alguns impasses que foram superados há 2 ou 3 anos… Quem sabe não encontremos outros que tenham sido recentemente superados. Para todos eles a solução comum para o problema foi a descoberta de que a resposta estava simplesmente no desejo de recomeçar.

Todas essas fases foram vencidas e, hoje, essas histórias fazem parte de mais um capítulo que vai compor o nosso filme autobiográfico das “causas superadas”. Talvez, no futuro, poucas pessoas venham a se interessar em assistir o nosso “filme”, mas as lembranças dos acontecimentos, os quais um dia foram superados, não permitirão que o desânimo nos faça desistir do propósito de viver um “longa-metragem” com quem escolhemos contracenar nesta vida.

Um abraço!
Dado Moura

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Aneel aprova sistema de cobrança que pode baratear conta de luz

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um novo sistema de cobrança de tarifa nesta terça-feira (22). A medida deve entrar em vigor dentro de dois anos, será opcional e depende do desenvolvimento de "medidores eletrônicos de energia". O novo sistema de cobrança estabelece preços de energia específicos de acordo com o horário.
O consumidor residencial, que hoje paga uma tarifa única independentemente do período do dia, poderá optar pelo plano que prevê energia mais barata nos horários de menor demanda. Pelo novo sistema, cada distribuidora de energia terá que definir um intervalo de três horas, entre as 17h e 22h, em que o consumo de energia elétrica será mais caro. Neste horário de pico, a energia custará cinco vezes mais do que no horário de baixo consumo (madrugada) e três vezes mais do que no horário intermediário (restante do dia).
"A nova modalidade torna-se vantajosa para consumidores com flexibilidade para alterar seus hábitos de consumo durante os horários de maior carregamento do sistema elétrico, apresentando redução em suas faturas", argumentou o diretor Edvaldo Santana, relator da matéria, em seu voto.

O diretor garante, porém, que a conta de luz não ficará mais cara para os consumidores que não têm flexibilidade de uso da energia elétrica. "Ressalta-se que não haverá majoração de custos para aqueles que a tarifa branca não é vantajosa, haja vista que continuarão na modalidade convencional", garantiu Santana.
Conforme a nova estrutura tarifária do setor de distribuição aprovada pela Aneel, o horário de pico terá três horas de duração. A faixa intermediária durará duas horas - uma antes e outra após o horário de pico. Os horários de maior e menor demanda serão fixados pelas distribuidoras, mas terão de ser submetidos a audiência pública e aprovados pela Aneel.
Opcional
A nova modalidade tarifária terá caráter opcional, exceto para a cobrança de iluminação pública e para o mercado de baixa renda, com vigência a partir de janeiro de 2014. Em 2013, serão feitas as simulações dos valores das tarifas e os resultados serão divulgados pela Aneel, a fim de que o consumidor saiba se será vantajoso ou não para ele aderir ao novo sistema.

A alteração da forma de cobrança também dependerá da implantação dos medidores eletrônicos de energia, os chamados "medidores inteligentes", que ainda estão em fase de desenvolvimento no país.
A Aneel também vai criar "bandeiras tarifárias" nas cores verde, amarela e vermelha, para alertar toda a sociedade sobre os custos de geração de energia ao longo do tempo. Quando a Aneel anunciar a "bandeira verde", isso indicará um cenário de custos baixos para gerar a energia que chega ao consumidor.

A "bandeira amarela" representará um sinal de atenção, pois alertará que os custos de geração estão aumentando. Já a "bandeira vermelha" indicará que uma situação mais grave, na qual, para suprir a demanda, estão sendo acionadas uma grande quantidade de termelétricas para gerar energia, que é uma fonte mais cara do que as usinas hidrelétricas, por exemplo.
Com a implementação das bandeiras tarifárias, o consumidor saberá se a energia que ele está recebendo em sua casa está mais cara ou mais barata em função da abundância ou falta de chuvas, que afetam diretamente o nível dos reservatórios e, consequentemente, o preço da tarifa. Hoje, o impacto da falta de chuvas e da necessidade do acionamento de térmicas, por exemplo, só é sentido pelo consumidor na época do reajuste da tarifa.

FONTE-GLOBO.COM